reencontro


Voltamo-nos a encontrar
agora sem abraços.

Era a tua boca,
os meus ouvidos.
E também os teus olhos,
procurando outros passos.

Já não tinha o nome que tu querias
e eu só em sonhos o chamava.
Eram passos talvez de outros dias,
ou das noites em que eu os sonhava.

As tuas palavras sem o confessar,
não pediam senão amor.

Se eu pudesse,
roubava às minhas noites um sonho,
e trazia-to adormecido na mão
para te mostrar quanta água há neste deserto.
Pois nunca as pedras
por vezes irmãs do meu coração
quando arremessadas chegaram ao céu
ou andaram por lá perto.


poema de Fernando Alves em A casa da infância

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9 comentários:

Plum disse...

Para sentir!***

Luis Enrique disse...

Um extraordinario poema. Abraço

Hanah disse...

......

belissimo...

obrigado...

bjo de boa noite

un dress disse...

belo cheio

tão simples tão

es pe s so







beijO

ines disse...

sabes, fico smepre sem saber o que comentar, nestas alturas...

bom feriado, bom fim de semana!

musalia disse...

'se' é uma palavra perigosa...
:)

um beijo.

moonlover disse...

Lindo!

Ainda não tenho este livro mas vou procurar rápidamente :)

obrigada por divulgares,
um beijo,
moon

Nuno disse...

Viva! Tens um desafio interessante ali no meu cantinho...

isabel mendes ferreira disse...

beijo abraçado.




por tAnto.

que nos dás.