Chill out

Uma das mudanças mais importantes que podemos fazer é um paradoxo: deixar de lutar pela mudança para sermos o que não somos nem nunca conseguiremos ser.

... Escolheu um sítio que gostava, esvaziou a cabeça, não fechou os olhos; olhou para o que estava à sua frente: as árvores, as pedras, o mar... Pensou: "Depois de eu me ir embora, tudo isto continua cá. Tenho de me despachar a ser feliz."

Nesse dia desistiu de mudar. O mundo é que é barulhento.


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"Se conhece tanto o mundo deveria saber que, no mundo inteiro, mesmo entre as tribos nómadas da Mongólia, não existe um único ser humano que aprecie ter o seu entusiasmo castrado pelas lembranças exageradas de outro".
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Vou tentar falar sem dizer nada

 

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dor de alma

Pessoas como eu não vivem muito mas vivem como querem.

Amy Winehouse


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Não sou nada.
Nunca serei nada.
À parte isso,
tenho em mim
todos os sonhos do mundo.


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a caixa dos segredos


















"Por vezes a chave torna-se demasiado pesada"



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viajantes















Que fazemos nós metidos nestes embrulhos ?
Parece-me é que,

por muito longe que se vá,
levamo-nos sempre connosco.


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teorema_1


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clarum

porque não chega
toda uma vida
para entender

ou pelo menos
descrever

o revelado
num relâmpago

único



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individuus

um corpo
mais
um espírito
é igual
a um homem
com vida

um espírito
menos
um corpo
é igual
à vida
de um homem



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carnaval

Caminho por estas ruas,
uma espécie de palco virtual.

Muitas máscaras à minha volta
Num carnaval de visões
Actores, vendedores de sonhos
todos querem a minha atenção

Tenho andado cego
Tenho andado perdido
Dentro de mim e da minha mente
Hipnotizado, fascinado
Pelo que os meus olhos vêem

Um espectáculo de riqueza e pobreza,
em mercados de ilusões
Numa passadeira vermelha de boas-vindas
que todos me querem estender

Caminho por estas ruas
Numa espécie de delírio colectivo
Salvação à medida

Tenho andado errado?
Tenho andado certo?
Ao fechar os olhos e alinhar no jogo
Hipnotizado, paralizado
Pelo que os os meus olhos têm encontrado
Pelo que os meus olhos têm visto

Cego
Perdido


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eu vi morrer o tempo

Lento...
Longe...

Fracos,
Como farrapos na cama,
Orgulho feito de lama, e o verbo ser a partir.
Palavras presas na alma, ruas de vento e vivalma,
Um límpido tiro, um suspenso suspiro,
Pietá nas notícias,
Gravatas impunes negando as sevícias
Vozes de ferro, de fogo, de fome, de fuga, de facas,
E as rugas pobres, já fracas,
Um poço morto de sede,
Grafftis numa parede,
E ninguém percebeu, que o mundo inteiro sou eu.

Outros,
Loucos, perdidos, sentidos certeiros,
Crianças feitas guerreiros,
A quem foi roubado o perdão,
Dois braços cheios de pão,
Napalm, na palma da mão,
Um fósforo fátuo,
Nos jornais o retrato
De um estilhaço, um abraço,
Um pedaço de espaço
De uma pátria sem chão.
Uma pétala pródiga, um remorso confesso,
Talvez a dor no regresso,
Talvez um dia o inverso,
Mas isso já eu não peço,
O mundo inteiro a fugir,
O mundo inteiro a pedir.

Que se oiça alto o teu Não.

A cada não que dizes,
Abre-se um lugar no céu.


Pedro Abrunhosa


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a propósito da geografia da felicidade

Todos nós temos desejos, ambições e desafios que podem ser definidos como o mundo que queremos abraçar.

Imagine os seus desejos como um balão insuflável e que está dentro dele. Poderá ser sempre mais ou menos ambicioso enchendo ou esvaziando esse balão que será o seu mundo possível. É o mundo que ainda não sabe dominar. Agora imagine um outro balão insuflável dentro do seu mundo possível, e portanto menor, e que representa a sua base. É o mundo que já domina, graças aos seus conhecimentos, inteligência emocional e experiência. Nessa analogia, felicidade seria a distância entre esses dois balões - o balão que pretende dominar e o que domina. Se a distância entre os dois for excessiva, dará lugar a frustração e ansiedade. Se a distância for mínima, ficará tranquilo, calmo, mas talvez aborrecido e sem espaço para crescer. Ser feliz é achar a distância certa entre o que se tem e o que se quer ter.

O primeiro passo é definir correctamente o tamanho do nosso sonho, da nossa ambição. Todos nós temos limitações e devemos sonhar de acordo com elas. O segundo passo é saber exactamente qual o nosso nível de competências, sem arrogância. O terceiro é encontrar o ponto de equilíbrio entre esses dois mundos. Saber administrar a distância entre os desejos e as competências é o grande segredo da vida. Devemos escolher uma distância nem exagerada demais nem tacanha demais. Se a nossa ambição não for acompanhada da devida competência, ficaremos frustrados. Curiosamente, à medida que a distância entre os sonhos e as competências diminui pela via do nosso próprio sucesso, podemos sentir infelicidade.

Esta definição explica por que é que a felicidade é tão efémera. Ela é um processo, e não um lugar onde finalmente se faz nada. Fazer nada no paraíso não traz felicidade, apesar de ser o sonho de quase todas as pessoas. Felicidade é uma desconfortável tensão entre as nossas ambições e as nossas competências. Se estiver stressado, tente primeiro esvaziar o balão de ambições para algo mais realista. Ou então encha mais o balão de competências estudando, observando e aprendendo com os outros, todos os dias. Reduzir as ambições não é nenhuma derrota pessoal. Felicidade não é um estado que se alcança, um nirvana, mas uma dinâmica contínua. É chegar lá, e não estar lá como muitos erradamente pensam. Seja ambicioso dentro dos limites, estude e observe sempre, amplie seus sonhos quando puder, reduza suas ambições quando as circunstâncias exigirem. Mantenha sempre uma meta a alcançar em todas as etapas da vida e será muito mais feliz.

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tantas estradas

boas viagens, fotografias, leituras, conversas, festas, reflexões, amizades...
bons mergulhos, passeios, jogos, compromissos...
cuidado com o sol...
viva a Terra, viva a Vida... ou simplesmente relax, take it easy.
...
Relax
There is an answer to the darkest times.
It’s clear we don’t understand but the last thing on my mind
Is to leave you.
I believe that we’re in this together.
Don’t scream – there are so many roads left.

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já falta pouco

a alma já anda irrequieta, já voa por mares longínquos

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Trocam-se beijos, bocas, dias;
dá-se o tempo, dão-se as mãos,
as perguntas e as respostas;
os olhares trocam-se;
troca-se um pelo outro,
este por aquele;
o que se troca, dá-se;
e aquilo que nos fica é,
não só o que nos dão,
mas também o que nós damos;
porque volta sempre a nós
o que de nós sai.


António Martinho em Não seduzir
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difusão


O meu ponto de difusão surge na difusão entre o céu e o mar.
Entre o dia e a noite.
Entre mim e eu.










António Martinho em Não seduzir

 

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Olhas-me assim
como se houvesse um vidro entre nós,
uma janela húmida.
E eu fico sem saber
se a gota que vejo
cai do outro lado do vidro,
pela tua cara
ou se escorrega no vidro,
de humidade.



foto de Maria São Miguel
texto de António Martinho em Não seduzir

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Há muito tempo já
que não desejava tanto
ver palavras saírem do nevoeiro.
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let it rain on us


As letras que formam a palavra têm dificuldade em manter-se juntas.

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i am because we are

Ubuntu é uma ideologia da África do Sul que foca nas alianças e relacionamento das pessoas umas com as outras. A palavra vem das línguas Zulo e Xhosa. Ubuntu é tido como um conceito tradicional africano, assenta na máxima Zulu umuntu ngumuntu ngabantu (uma pessoa é uma pessoa através de outras pessoas), no contexto africano sugere que o indivíduo se caracteriza pela humanidade com seus semelhantes.


Num Mundo com tanta intoxicação e anestesia popular em que por vezes acreditamos que só existe o que se olha e só existe o que a televisão mostra, não devemos esquecer que temos o poder de escutar em vez de ouvir, ver em vez de olhar, fazer em vez de pregar. I am because we are é só um exemplo, uma chamada de atenção; até porque sabemos que às vezes não é preciso ir muito longe...

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reencontro


Voltamo-nos a encontrar
agora sem abraços.

Era a tua boca,
os meus ouvidos.
E também os teus olhos,
procurando outros passos.

Já não tinha o nome que tu querias
e eu só em sonhos o chamava.
Eram passos talvez de outros dias,
ou das noites em que eu os sonhava.

As tuas palavras sem o confessar,
não pediam senão amor.

Se eu pudesse,
roubava às minhas noites um sonho,
e trazia-to adormecido na mão
para te mostrar quanta água há neste deserto.
Pois nunca as pedras
por vezes irmãs do meu coração
quando arremessadas chegaram ao céu
ou andaram por lá perto.


poema de Fernando Alves em A casa da infância

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all together now

a economia domina a razão
as razões do sofrimento

(tem 55 minutos, mas vale a pena)

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sem sede

Não sei em que água deixei toda a minha sede.
Flor de pedra por florir,
plantada num barco de rede,
à deriva num mar de terra por descobrir.

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a viagem


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muro

Para lá do muro está o teu corpo.
Antes dele está o meu,
ardendo como se o teu o incendiasse.

Esse muro que a ausência de certas palavras ergueu,
talvez uma carícia o derrubasse.

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grito

Ninguém o ouvio.
Mas aconteceu um grito.


Agora a água corre.
O céu caiu,
aflito.
Sacudido pelo grito que não morre.
 
A terra calou-se,
possuída pelo mar.
Na história da minha vida arquivou-se,
mais um grito,
mais um desejo infinito,
da terra,
à outra terra se entregar.


poema de Fernando Alves em "A casa da infância" 
 
 

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dia internacional da mudança de mentalidade


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prisioneiro

tanta coisa para fazer, tão pouco tempo.

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hábitos

Sereníssima, a alma
vagueia pelas imagens últimas,
procurando pontos de apoio,
cenas fortes.
A ausência de lucidez aperfeiçoa-lhe as ideias a ter
e provoca um gozo que vai procurar repetir
muitas vezes.

Poema de António Martinho in Não Seduzir

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amor e ódio


Solar, with lyrics. from flight404 on Vimeo.
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óptica

Atirou os olhos para a lagoa.
Primeiro viu-os boiar e,
pouco depois, afundarem-se na água escura.
Os olhos com que ficou viam mais
e melhor.
Afastou-se, por isso.

in não seduzir de António Martinho

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a eternidade e um momento

Ao fim da tarde, dirijo-me ao Ganges, e passeio pela margem. É o meu ritual de regeneração do corpo e mente. Invarialvelmente este passeio enche-me de uma leveza espiritual que ando a tentar explicar-me.
Não deriva certamente do lúgubre espectáculo dos cadáveres a serem cremados. nem da decadência elaborada dos edifícios. Não é sequer pelo êxtase flutuante dos peregrinos que se enfiam no Ganges sujo, fétido, sacro - o êxtase é deles, e eu não sou um parasita do misticismo alheio.
Esta hora do dia, a luminosidade bálsamica e o anúncio da noite deixam no ser humano, desde que o é, uma sensação de serenidade. O que eu sinto em Varanasi é diferente, não é da hora do dia.
Para os Hindus, morrer aqui fecha o ciclo infinito de reencarnação, abre as portas do Paraíso eterno. A morte que eu espreito, tem uma condição positiva, "amável, desejável", na Europa o terror da morte suscitou a mais viva aspiração à imortalidade civil e espiritual; enquanto na Índia, o terror da vida suscitou uma oposta aspiração à anulação definitiva através da ascese, do nirvana.
O que eu sinto é a levesa espiritual de não estar preso ao terror da vida nem ao terror da morte. Sou um espectador livre de aproveitar cada dia como se fosse o último, de dar atenção a cada momento como se nele se cristalizassem todos os momentos da eternidade, de viver cada minuto com a intensidade e a concentração de quem deve nada, nem espera nada, em troca.

in planisfério pessoal de Gonçalo Cadilhe

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nomeação

Morada Terra recebeu a nomeação "É um Blog muito bom, sim Senhora!", atribuida pelo Miguel de A Minha Matide & Cª, obrigado pela nomeação!

1 - Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, entende-se como bom os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários;

2 - Só e sómente se recebeu o “É um blog muito bom, sim Senhora”, deve escrever um post incluindo: a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog; a tag do prémio; as regras; e a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio;

3 - Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele;

A minha nomeação vai para:
1 – Teia de Ariana (Su), acompanha-me desde o início.
2 – Impulsos (Cleo), grande inspiração.
3 – Piano (Isabel mendes Ferreira), belo.
4 – Visto do Céu (Nelinha), amigos em comum.
5 – Moriana (Musalia), palavras de ser.
6 – Un dress, sempre presente.
7 –
Plan(o)alto (o'sanji), um post todos os dias, des-coberta.

Ainda os festejos da anterior nomeação não tinham acabado e eis que a festa recomeça, desta vez Morada Terra recebeu da Teia a nomeação "Prémio Escritores da Liberdade". Su, obrigado pela nomeação, foste muito generosa. Sou mais um pensador que escritor.

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pergunta

A ciência é laica ?
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um dia

Vimos do nada e vamos para onde,
perguntamos, e nada nos responde.
A verdade e a mentira são irmãs:
o que é que o evidente nos esconde?

um dia... mais cedo ou mais tarde


See the nation through the people's eyes,
See tears that flow like rivers from the skies.
Where it seems there are only borderlines
Where others turn and sigh, You shall rise

There's disaster in your past
Boundaries in your path
What do you desire will lift you higher?
You don't have to be extraordinary,
just forgiving.
And those who never heard your cries, You shall rise
And look toward the skies.
Where others fail, you prevail in time.
You shall rise.

You may never know, If you lay low, lay low
You shall rise
Sooner or later we must try... Living

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para sempre

Responde então. Será que poderá amar fortemente quem nunca foi amado?
Poderá sentir um amor maior do que o mundo aquele que nunca foi querido?
Será que esse buraco pode alguma vez ser preenchido pelo universo de uma vida?
Diz-me então. Se esse amor que sentes não grita bem alto.
- lembra-te que só o ouço através do coração -
Ouve o meu, então.
E que não sejam precisas as palavras, nem os actos, para gravá-lo na alma e selá-lo para todo o sempre.


Sail away with me...


texto in Dizer-te de Ana Teresa Silva

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apologize

Por vezes fazemos do passado um oásis no deserto. Como se só ele pudesse saciar a nossa sede.
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delirium ...

Delirium, é uma síndrome constituída por um conjunto de ideias mórbidas, no qual o doente crê com uma convicção inabalável.
No delírio, os mecanismos associativos do indivíduo desviam-se da realidade ou da lógica, podendo conduzir a juízos e raciocínios anormais, levando à produção de alucinações, percepções delirantes e idéias delirantes.”

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na sombra da luz

"A nossa existência não é mais do que um curto-circuito de luz entre duas eternidades de escuridão"


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numa terra distante

Sombrios baixaram a palavra ao silêncio.
Encheram o espaço de solidão.
Arderam como o cigarro dos desesperados.
E deixaram que as cinzas fossem mais negras que o cinzento escuro.
Não quiseram tentar uma saída e atravessaram o dia com o olhar consumido. Os dias.
Sempre no limite do possível. Limite que não se desfez.
Quando já não sabiam se eram corpo ou se eram pó,
esqueceram-se que se tinham conhecido.
E quando se cruzaram na rua, choraram sózinhos sem saber porquê.

Ouves o que penso? É porque estamos próximos.

(texto in Dizer-te, Ana Teresa Silva)

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saber




"O que sabemos, saber que o sabemos.
Aquilo que não sabemos,
saber que não o sabemos,
eis o verdadeiro saber."

provérbio chinês

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so many roads

5262 km, 01-09-2011.
"Tourists don’t know where they’ve been, travelers don’t know where they’re going".
Paul Theroux


34000 km, 18-08-2007.
"O momento mais belo de uma viagem é a recordação"
Lawrence Stern

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tantas estradas

boas viagens, fotografias, leituras, conversas, festas, reflexões, amizades...
bons mergulhos, passeios, jogos, compromissos...
cuidado com o sol...
viva a Terra, viva a Vida... ou simplesmente relax, take it easy.
...
Relax
There is an answer to the darkest times.
It’s clear we don’t understand but the last thing on my mind
Is to leave you.
I believe that we’re in this together.
Don’t scream – there are so many roads left.

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os últimos 5 livros lidos

Fui nomeado, pela SU, em Teia de Ariana, para responder a um desafio com o título “Os Últimos 5 Livros Lidos” O desafio foi aceite, mas também por falta de tempo um pouco adiado (desculpa SU) devido ao esforço final de limpar a secretária antes de férias.

O que é um livro? de certeza MUNDOS SEPARADOS QUE PARTILHAMOS, de Paulo Kellerman, uma definição apropriada para os livros.

Durante o ano leio normalmente livros sobre as estórias da História de Portugal, na tentativa de perceber o que nos fez ser assim...

O ÚLTIMO CABALISTA DE LISBOA de Richard Zimler. É um romance “policial” cuja acção decorre em 1506 entre os judeus forçados a converter-se ao cristianismo. Nesse ano, durante as celebrações da Páscoa, cerca de 2000 cristãos-novos foram assassinados e queimados no Rossio. As principais personagens pertencem a uma familia de cristãos-novos residente em Alfama. Este livro, sendo uma ficção, tem como pano de fundo eventos verídicos e descreve ruas e lugares que ainda hoje lá estão. Podem crer, que depois de ler este livro, o Rossio nunca mais me pareceu o mesmo. Impressionante como o tempo apaga a História...

O IMPÉRIO À DERIVA de Patrick Wilcken. A corte portuguesa no Rio de Janeiro de 1808 a 1821. A transferência da corte e do governo português para o Brasil, que durou treze anos. A história de uma colónia que governou um país europeu, situação inédita, se calhar até aos dias de hoje. O papel do “aliado” Inglaterra e os dividendos que retirou no apoio à corte Portuguesa...

BARINGS, A HISTÓRIA DO BANCO BRITÂNICO QUE SALVOU PORTUGAL, de Fernando Sobral e Paula Cordeiro. Relato da situação catastrófica das finanças portuguesas que atormentou Portugal durante 200 anos. Após o terramoto de 1755 a situação financeira de Portugal nunca mais se endireitou, a não ser num período que vão descobrir, mas que mais uma vez a História quer esquecer (para mim, o bem que se fez nunca desculpará o mal que se faz) ou que os Governos recentes querem ignorar como exemplo de rigor...

Quando se aproximam as férias, tento desanuviar um pouco e leio livros sobre viagens...

PLANISFÉRIO PESSOAL de Gonçalo Cadilhe. Uma volta ao mundo por terra e mar. O resultado final não é um simples relato de experiências de viagem. Para lá de todas as peripécias do itenerário ou do contacto com sociedades exóticas, são abordadas questões tão diversificadas como a cooperação internacional, a indiferença cívica e activista dos portugueses ou as responsabilidades históricas do capitalismo em relação à América Latina.

E por falar em responsabilidade, sigo o exemplo da SU e passo esta "responsabilidade" de nomear mais 5 livros recentemente lidos a:

moonlover
impulsos
darkangel
nelinha
plum
Para quem me visita, se por acaso leu os livros que indiquei, gostava de saber a sua opinião, pode também deixar sugestões.

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ilumina-me

Enquanto não há amanhã... Ilumina-me...

( dedicado a ti P )

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já falta pouco

a alma já anda irrequieta, já voa por mares longínquos

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60 segundos

"Sofro em silêncio para não te perturbar na tua paz pobre que escolheste e manténs"
Uma viagem ao mundo do silêncio, ao encontro de um projecto,
para reflectir,
no fundo uma viagem interior.
Se o tempo é oiro, há minutos que são diamantes... aproveite.

E não se esqueça de trazer uma recordação!

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acordar



Eu estava dormindo e me acordaram
E me encontrei, assim, num mundo estranho e louco...
E quando eu começava a compreendê-lo
Um pouco,
Já eram horas de dormir de novo!

Mário Quintana


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caminhos

Aquele era o tempo
Em que as mãos se fechavam
E nas noites brilhantes as palavras voavam,
Eu via que o céu me nascia dos dedos
E a Ursa Maior eram ferros acesos.
...
Aquele era o tempo
Em que as sombras se abriam,
Em que homens negavam
O que outros erguiam.
E eu bebia da vida em goles pequenos,
Tropeçava no riso, abraçava venenos.
De costas voltadas não se vê o futuro
Nem o rumo da bala
Nem a falha no muro.
E alguém me gritava
Com voz de profeta
Que o caminho se faz
Entre o alvo e a seta.

De que serve ter o mapa
Se o fim está traçado,
De que serve a terra à vista
Se o barco está parado,
De que serve ter a chave
Se a porta está aberta,
De que servem as palavras
Se a casa está deserta?

Quem me leva os meus fantasmas,

Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?

Pedro Abrunhosa

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voar

Apetecia-lhe voar. Apetecia-lhe tanto agarrar o sol. Apetecia-lhe ser ave.
Poder enfrentar abismos com os olhos fechados.
E porque não cortar o céu com o seu corpo ardente de paixão?
Queria saltar muros altos sem medos de aterrar cansado.
Queria navegar mar alto sem risco de não encontrar o caminho de volta.
Queria falar sorrindo e calar sempre que consentisse.
Sem sim, sem não, só com a voz dos olhos, queria voar.
E foi buscar as asas ao armário. Limpou-as com carinho.
Deu-lhes lustre com algumas lágrimas de outros tempos e saiu para a montanha na esperança última de ser cativado por algum anjo azul.
Face ao inesperado foi ave.
E com as suas asas feitas novas, voou sem medo de não encontrar o caminho de volta.
Disse, sorriso aberto, enquanto voava: na vida não existe volta, só ida.
Se tivesse percebido mais cedo, já tinha voado antes.

(texto in Dizer-te, Ana Teresa Silva)


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o futuro

Imagine que podia voltar ao passado,
que podia recuar 10 anos e dar a si mesmo um conselho.
Então, e se alguém do futuro pudesse enviar-lhe uma mensagem,
qual seria o seu conteúdo?
Teria palavras de sabedoria, seria na forma de um pedido, ou talvez um aviso?
O futuro precisa de nós ?


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ver


Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.

Eugénio de Andrade

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a vida dos livros


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o silêncio

eu estive aqui e ninguém contará a minha história

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esse sorriso

Por sinal, essa esfera que me tentava sem me olhar,
Nada mais era do que um som
Que me levava a tentar fugir de ti… sair de ti…

Uma vez mais, sem saber porquê,
Desisti para te dizer:
Não dá mais, quero mais…
Se não for assim,
Esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais!

Só assim dá para mim conseguir que não doa mais,
Que me deixes ir,
Que me libertes de ti, que não me faças sentir,
E eu não quero cair, não me posso entregar
Sem que percebas que não podes julgar,
E eu quero tentar, poder acreditar
Que o aperto cá dentro
Um dia vai acabar,
E o monstro em mim, não irá sucumbir,
Não desfalece por não conseguir
Que olhes para mim, que me faças existir,
Por isso esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais…

Pedro Khima:
http://www.youtube.com/watch?v=huN7vpydWUQ

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mundos separados que partilhamos

irremediavelmente separados, apesar de tão próximos ?


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mais além


"depois de ultrapassar uma montanha muito alta, descobrimos que, afinal, existem montanhas ainda mais altas para vencer"
Nelson Mandela

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o dia depois do amanhã

O aumento de temperatura da terra pode provocar uma era glaciar?
A Corrente do Golfo do México, é uma corrente marítima quente do Oceano Atlântico, que chega até ao mar da Noruega e torna os países do oeste europeu mais quentes do que seriam se não existisse.

Esta corrente é gerada sobretudo pela força dos ventos, mas no Atântico Norte depende de outra corrente, de águas profundas, que segue na direcção oposta sobre o leito do oceano, criando uma espécie de “passadeira rolante” movida pelo afundamento de águas frias e salinas no nordeste Atlântico, fenómeno batizado como circulação termohalina.

O motor da circulação termohalina é a diferença de densidade devida à salinidade e à temperatura das águas. Esta corrente, ao chegar ao Mar da Noruega, encontra águas frias e menos salgadas vindas do Pólo Norte; este arrefecimento torna a água mais densa e afunda-se em direcção às profundezas do oceano. Dirige-se para Sul, ao longo da costa da América do Norte. Ao aquecer, as águas frias, menos salgadas, tornam-se menos densas, sobem à superfície e completam o circuito.

O efeito de estufa faz com que os gelos derretam, mas também faz aumentar a pluviosidade do Atlântico Norte. Esses dois fenómenos reunidos aumentam a água doce nessa região. Se esse fenómeno for muito grande, então o motor da corrente do Golfo poderia, teoricamente, ser “desligado”.

A presença de água doce tem um papel importante sobre a densidade da água do mar e, assim, sobre a sua capacidade de afundar quando arrefece. Se a água é demasiadamente doce, ela deixa de ser suficientemente densa para se afundar, mesmo arrefecendo. Se a água não se afundar nas altas latitudes, a Corrente do Golfo será induzida, apenas, pelo vento, contraindo-se sobre si mesma.

Essa mudança climática seria bastante rápida: em menos de 10 anos, a temperatura da Europa ocidental baixaria cerca 5°C. Como as temperaturas médias baixam 1ºC cada 500 km de latitude, o clima de Oslo seria sentido em Madrid. A baixa de temperatura seria mais marcante no inverno, pois a corrente marinha de jacto traria directamente sobre a Europa o clima do Canadá. Essa mudança climática significaria a chegada de uma glaciação na Europa ocidental, com uma extensão dos gelos Polares. Não seria uma glaciação global, no resto do planeta o efeito estufa continuaria a aumentar as temperaturas, derreter massas de gelo e aumentar o nível dos oceanos. Por isso o nível dos oceanos continuaria a subir, apesar desse frio localizado. Durante uma glaciação verdadeira, o nível do mar seria 100 metros mais baixo

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favores em cadeia

A ideia não é nova e baseia-se no livro de Catherine Ryan Hyde, “Pay it Forward”.
Imaginem apenas. Fazemos um favor a alguém que realmente a ajude e dizemos que não queremos que este seja retribuido a nós, mas sim a três outras pessoas que, em troca fazem o mesmo a outras três - e assim sucessivamente criando uma reação em cadeia crescente de bondade e respeito. Impossivel? Sinceramente acho que não. É preciso estar atento, bem sei, por isso não perca as oportunidades que a vida por vezes coloca à sua frente para dar início a uma reação. Já imaginou qual será o impacto que uma ideia tão pura e sincera pode ter?
A ideia não é mudar o mundo, mas se pudermos deixar uma marca por onde passamos, já estamos a contribuir. E se um dia essa reação em cadeia que criou, o encontar a si?

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há coisa melhor?

Um banho quente num dia de muito frio.
Rir com os amigos.
Apaixonar-se e ser correspondido.
Ouvir a sua música favorita tocar na rádio.
Acordar e descobrir que ainda pode dormir por mais umas horas.
Brincar com o seu animal de estimação.
Ver a expressão no rosto de alguém quando abre o seu tão esperado presente.
Não se importar com o que os outros pensam de si.
Receber um telefonema de um amigo de outros tempos.
Ter uma ideia brilhante.
Brincar na água.
Lêr.
Ver um sonho tornar-se realidade.
Encontrar uma joaninha.
O pôr do Sol.
Superar as expectativas.

Acreditar em todas essas pequenas coisas e ter a certeza
de que o melhor da vida ainda está para vir!



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put mankind back on earth

a propósito da descoberta de água em marte... a humanidade na procura de novos mundos, esquece o seu próprio Mundo.
"o que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons"
Martin Luther King

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gato becas


Grande companheiro
Descansa em Paz
16 anos de brincadeiras, aventuras e amizade
20-07-2009

se sete gatos caçam sete ratos em sete minutos, quantos gatos são precisos para caçar 70 ratos em 70 minutos?
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